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Na mesma semana do falecimento de Lou Reed, mais um nome do Rock vem a falecer, dessa vez foi o guitarrista e vocalista britânico Pete Haycock que fundou e integrou a Climax Blues Band até 1984..

The Climax Chicago Blues Band, nome original do grupo, era composta por Haycock ( guitarra), Derek Holt (piano/guitarra), Colin Cooper (vocal/harmonica), Richard Jones (baixo) e George Newsome (bateria). Tiveram um hit no Top 10 de 1976 com a canção “Couldn’t Get it Right“, cuja performance pode ser assistida abaixo. Haycock deixou a banda em 1984 e se mudou para a Alemanha, onde iniciou uma carreira como compositor de músicas para filmes. Ele continuou tocando com sua própria banda solo, Pete Haycock’s True Blues e chegou a participar de uma das formações da ELO (Electric Light Orchestra).

Esse ano Haycock formou uma nova banda, Pete Haycock’s Climax Blues Band featuring Robin George. No entanto, devido às suas condições de saúde, o projeto não avançou muito e infelizmente o músico veio a falecer dia 30 de outubro vítima de ataque cardíaco.

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Nessa terça, 27 de agosto de 2013, fazem exatos 23 anos que o grande guitarrista texano Stevie Ray Vaughan veio a falecer vítima de um acidente de helicóptero ao sair de um concerto em Alpine Valley, Wisconsin, USA.  Stevie havia se apresentado no Alpine Valley Music Theater, ao lado de Robert Cray, Buddy Guy, Eric Clapton e seu irmão mais velho Jimmie Vaughan. Após o show, quatro helicópteros estavam a disposição dos músicos, e Stevie encontrou um lugar vazio em um helicóptero com alguns membros da equipe de Clapton, e decidiu embarcar. Em consequência do céu extremamente nublado e da forte névoa, o helicóptero de Stevie virou para o lado errado e foi de encontro com uma pista artificial de ski. Não houve sobreviventes, e o Rock perdera um dos seus maiores expoentes. Stevie Ray Vaughan está enterrado no Laurel Land Memorial Park,em Dallas, no Texas.

Então para relembrar Stevie, um dos guitarristas mais influentes de todos os tempos e considerado por muitos, o maior guitarrista de Blues, responsável pelo ressurgimento do estilo nos anos 80, o Video da Semana traz não um, mas quatro momentos da carreira desse grande mestre que vocês podem conferir abaixo:

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Nessa terça o destaque do Video da Semana é a banda carioca, pioneira do Blues nacional, BLUES ETÍLICOS. O video escolhido é a excelente canção “Misty Mountain”, composição da dupla de guitarristas Greg Wilson e Otávio Rocha e originalmente do álbum “Dente de Ouro” de 1996, aqui na versão ao vivo do primeiro DVD da banda “Ao Vivo no Bolshoi Pub”, lançado em 2010 e  gravado ao vivo em 2009 numa apresentação no Bolshoi Pub em Goiânia em comemoração aos 25 anos de carreira.

BLUES ETÍLICOS:

Greg Wilson – Guitarra e vocais

Flávio Guimarães – Gaita e vocais

Cláudio Bedran – Baixo

Otávio Rocha – Guitarra e vocais

Pedro Strasser – Bateria

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O guitarrista, compositor e vocalista JJ Cale (nascido John Weldon Cale) faleceu nessa sexta-feira, 26 de julho de 2013, vítima de ataque cardíaco num hospital da Califórnia onde estava internado. Ganhador de um Grammy,  o cantoramericano  foi um dos criadores do chamado “Tulsa Sound” , e uma das maiores influências de Eric Clapton em sua carreira solo nos anos 70. Clapton, de quem Cale era amigo pessoal, gravou 2 de suas músicas mais famosas, “Cocaine”e “After Midnight”. O estilo de Cale sempre foi uma mistura de Rockabilly, Country e Jazz e foi muitas vezes descrito como “descontraído”.

Além de Clapton, suas canções foram gravadas também por uma série de outros músicos, incluindo  “Cajun Moon” por Randy Crawford , ” Clyde “e “Louisiana Women” por Waylon Jennings , “Magnolia”, por Jai , “Bringing It Back”, pelo Kansas , ” Call Me the Breeze “e” I Got the Same Old Blues “, pelo Lynyrd Skynyrd e vários outros, 

Abaixo pode ser assistido um trecho da apresentação de Cale acompanhado por Clapton em uma das edições de seu “Crossroads Festival”. Clapton inclusive gravou um álbum com JJ Cale em 2006, “The Road to Escondido“.

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Terça feira é o dia oficial do Rock Company Websode indicar o Video da Semana à exemplo do que fazemos nos programas nas TVs e na web na nossa página oficial do programa no Portal Êxito Rio (www.exitorio.com.br). A banda dessa semana é o BURNING RAIN formada pelo guitarrista Doug Aldrich (WHITESNAKE, LION, BAD MOON RISING, DIO), o vocalista Keith St. John (MONTROSE), o baixista Sean McNabb ( QUIET RIOT , DOKKEN , HOUSE OF LORDS ) e o baterista Matt Starr ( ACE FREHLEY ). A banda foi formada em 1998 e tem 3 álbuns lançados: Burning Rain (1999), Pleasure to Burn (2000) e  Epic Obsession (2013). 

A banda fez muito sucesso no Japão com os 2 primeiros álbuns e entrou em um hiato a partir de 2002 quando Aldrich passou a integrar o WHITESNAKE. O retorno ocorre agora em 2013 com o lançamento pela gravadora Frontier Records de “Epic Obsession” cujo primeiro video oficial ,”My Lust Your Fate”, pode ser assistido abaixo. O som do BURNING RAIN é um Blues/Rock melódico que às vezes até lembra também o próprio WHITESNAKE, que aliás já faz parte do estilo de compor de Doug Aldrich como nas bandas anteriores dele como LION, HURRICANE e BAD MOON RISING. A Frontiers também está relançando os 2 primeiros álbuns remasterizados e com 2 faixas bônus em cada um deles. Aldrich no momento está na tour de divulgação de “Made In Japan”, novo CD e DVD do WHITESNAKE. Para maiores informações sobre o BURNING RAIN  acesse:  http://www.burningrain.net

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por Gustavo Valladares

Quarta-feira, 29 de maio de 2013, oito e meia da noite, clube de jazz Sunset, localizado no nº 60 da Rue des Lombards, bem no centrão de Paris.Chuva forte, metrô na porta, casa lotada, atmosfera rock’n’roll, cerveja gelada, sonzeira da Eric Ter Band rolando no palco.E eu, acompanhado por minha esposa e alguns amigos.Pronto, a configuração estava completa.

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Era a segunda vez que eu tinha a oportunidade de conferir, in loco, uma apresentação ao vivo desse guitarrista francês de Blues/Rock que iniciou sua carreira ainda na década de 70, sob o forte impacto causado, principalmente, por Jimi Hendrix, Bob Dylan e Frank Zappa, artistas a quem ele teve a oportunidade de assistir, na capital francesa, quando ainda adolescente.
Conheci o trabalho de Eric Ter em 2007, quando fiz uma pesquisa sobre o rock francês, para um programa de rádio que apresento junto a meu amigo Sergio Duarte, o ROCK FLU (http://www.rockflu.com.br).Através do site da Socadisc, distribuidora que, na época, tinha grande importância em promover álbuns independentes lançados em todo o continente europeu, travei contato com a faixa “Dessin Codifié”, então disponibilizada para dowload gratuito, ela que fazia parte do álbum  Barocco, lançado quatro anos antes.

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Para o especial de rock francês no ROCK FLU, tínhamos interesse em registrar, além das faixas apresentadas no programa e das diversas informações sobre as bandas e sobre a cena de Rock local, de ontem e de hoje, alguma participação ao vivo de um músico francês, que pudesse interagir naquela brincadeira conosco, de alguma maneira.Pois foi com Eric Ter que fizemos contato, por e-mail, e o músico logo mostrou-se solícito, gravando pouco depois uma mensagem conosco, via Skype, que foi ao ar na edição nº 27 do ROCK FLU, de junho daquele ano. 

A faixa de sua autoria, detonada naquela edição, porém, não foi “Dessin Codifié”, inicialmente selecionada, e sim “Guitare Blues”, um petardo que, na época, ainda era inédito, e faria parte do álbum homônimo que seria lançado apenas alguns meses mais tarde.

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Dois anos depois, pude visitar, de férias, a capital da terra de Napoleão, em que tive a sorte de poder assistir ao músico ao vivo, numa pequena apresentação acústica, bem diferente, no entanto, do que vi no palco do Sunset, na Cidade-Luz, há algumas semanas.
Em maio de 2010, rolou ainda a oportunidade de poder registrar, em vídeo, uma entrevista com o guitarrista, que foi ao ar aqui mesmo no ROCK COMPANY, pelas ondas da TV Focus, de Nova Friburgo/RJ, num programa também dedicado inteiramente ao rock’n’roll produzido na França.
Este websode foi recentemente também disponibilizado na internet, através da série “Rock Company – Archives”, em que o programa revive os seus melhores momentos, dos anos em que ainda não estávamos online.
Confiram o especial de rock francês e a entrevista de Eric Ter para o ROCK COMPANY:

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http://www.exitorio.com.br/tv/vdd1132,3,high,video-rock-company-archives-rock-frances-estudio-exito-rio.html

Eric Ter vive, hoje, um momento especial em sua carreira, após o lançamento de “Soundscape Road” (selo Dixiefrog), álbum que vem sendo muito bem resenhado, inclusive por importantes veículos de informação franceses, como é o caso da coluna de música do jornal LE MONDE,
por exemplo, e da conceituada revista BLUES MAGAZINE que, em seu nº 68, destaca uma entrevista especial com o guitarrista.

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O músico já teve, como companheiros de banda, grandes nomes que estão inseridos na própria História do Rock.  Seu segundo  álbum, “Sirkel & Co.”, de 1976, talvez seja o melhor exemplo, já que contava com ninguém menos que o guitarrista Mick Taylor, ex-integrante dos Rolling Stones.Eric Ter já teve oportunidade de tocar, também, com outros nomes bem conhecidos, como o baterista Collin Allen (John Mayall Band, Donovan, etc.), o tecladista escocês Ronnie Leahy (Stone The Crows, Jack Bruce, Jon Anderson, Nazareth), e o baixista Gordon Raitt, apenas para citar alguns.  
A recente apresentação da Eric Ter Band, no palco do Sunset, contou com um line-up de cinco músicos tarimbados:  Eric Ter (guitarra, vocal), Daniel Cambier (baixo), Jean-Bernard LePape (bateria), Hubert le Tersec (teclados), e Laurent de Gaspéris (guitarra).  O repertório do show
foi composto majoritariamente por faixas retiradas de “Soundscape Road”, o seu álbum mais recente, como era de se esperar.  Eric Ter passeou, no entanto, por outros diversos momentos de sua carreira, tendo como destaques, segundo a reação do público presente, números como a já citada “Guitare Blues” e principalmente “Hollywood”, que são faixas cantadas em francês.  É curioso notar que o músico, através de toda a sua carreira, registrou sempre cerca de metade das faixas em inglês, e a outra metade no seu idioma nativo, o francês, o que contribui para
o seu trabalho ficar ainda mais peculiar.

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“Soundscape Road” é destaque absoluto no site oficial do guitarrista, que vale a pena visitar:   http://www.ericter.net.  O álbum, no entanto, possui apenas composições em inglês, estratégia que o músico adotou numa tentativa de atingir, mais especificamente, o mercado internacional.
Eric Ter já se apresentou nos Estados Unidos, na Inglaterra e em praticamente todos os países da Europa, porém nunca visitou a América do Sul.
Pois talvez tenha chegado a hora.  Fica aqui, portanto, essa dica do ROCK COMPANY: seu repertório cairia como uma luva em festivais de Blues & Jazz, por exemplo, como os de Rio das Ostras/RJ, Ibitipoca/MG, Ilha Blues e Best of Blues/SP, ou mesmo no BMW Blues, evento que será realizado no Rio e em São Paulo.Sem falar no aguardado Oi Blues By Night, principal projeto itinerante de blues no país, e um dos mais antigos eventos do gênero, que vai para sua 11ª edição. Ele vai até novembro, passando por seis capitais do nordeste (Recife, Fortaleza, Maceió, Natal, João Pessoa e Teresina), e este ano estende-se ainda a Campina Grande (PB) e a uma das mais belas praias do país, Porto de Galinhas, no município de Ipojuca (PE), onde todos os shows serão ao ar livre. O elenco, segundo já se anuncia em alguns sites, provavelmente terá os guitarristas Jimmy Burns e Lurrie Bell, o cantor Mud Morganfield e o saxofonista Atiba Taylor, além de muitas atrações nacionais e internacionais.  

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Quem sabe, não teremos também por aqui, numa dessas, a chance de curtir um bom Blues/Rock made in France.
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Créditos do material fotográfico: Ariane Valladares, Séverine Robic e Jean-Pierre Charlet.

 

 

O guitarrista/vocalista Stephen Stills (CSNY,Solo), o guitarrista  Kenny Wayne Shepherd (KWS BAND) e o tecladista Barry Goldberg (ELECTRIC FLAG) anunciaram a formação de um novo Supergrupo chamado THE RIDES.Stills descreve o grupo como “a banda de Blues dos meus sonhos” e a ideia de se reunir com Goldberg e Shepherd no THE RIDES foi sugestão do empresário dele e de Goldberg, Elliot Roberts, que também cuida da carreira de Neil Young.Stills e Goldberg já haviam participado em 1968 do álbum Super Session, idealizado pelo músico Al Kooper que teve também a participação do falecido guitarrista do ELECTRIC FLAG, Mike Bloomfield.Apesar disso e do fato de terem o mesmo empresário, Stills e Goldberg nunca haviam se encontrado já que no álbum de 1968 as gravações de cada um foram feitas em dias diferentes.”É como eu tivesse encontrado um irmão de alma há muito tempo perdido. Nós temos muita coisa em comum e assim que começamos a fazer uma jam juntos, logo compusemos nossa primeira canção”, declarou Goldberg à respeito dessa nova colaboração com Stills.
Foi Stills também quem convidou Kenny Wayne Shepherd para o projeto e segundo Shepherd “THE RIDES são uma mistura perfeita de gerações, onde três músicos que amam tocar Blues se uniram para criar música que vai além das carreiras e experiências individuais de vida.Stephen e eu temos um passado no Rock,mas o Blues é a raiz da música que fazemos”.
O álbum do THE RIDES conterá material original além de covers de canções de  Muddy Waters, Elmore James, Neil Young e Iggy & The Stooges.

Faixas do álbum do THE RIDES:

Mississippi Road House
That’s A Pretty Good Love
Don’t Want Lies
Search and Destroy
Can’t Get Enough Of Loving You
Honey Bee
Rockin’ In The Free World
Talk To Me Baby
Only Teardrops Fall
Word Game

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