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                                                                                                                                                                            por Ismael Carvalho

Da união de dois dos maiores experts em Rock do país, nasceu o Heavy Lero, programa de cerca de 10 minutos de duração, exibido todas as terças, 20h, no Youtube e apresentado por ninguém menos do que Gastão Moreira, ex-VJ da MTV e Bento Araújo, editor da revista Poeira Zine, uma das melhores publicações sobre Classic Rock de todos os tempos, sempre recheada de matérias muito legais sobre o assunto. Bento, inclusive, foi nosso convidado especial em vários programas Rock Company exibidos na TV à cabo aqui na região do Estado do Rio de Janeiro, apresentando o quadro “Álbuns Clássicos” onde ele destacava a cada semana um disco importante de carreira de determinada banda sempre com curiosidades e informações.

Total descontração parece ser a tônica do Heavy Lero, gravado na casa de Gastão, com a direção do também ex-VJ da MTV,  Edgard Piccoli por http://www.dosdois.com  e com a vinheta de abertura criada e produzida por Dudu Toledo, o programa prende fácil a atenção do espectador enquanto assiste a esses dois feras num papo animado com muita informação e bom humor. Os 10 minutos passam rápidos e fica aquele gostinho de “quero mais”.

Abaixo assista aos 3 primeiros episódios e hoje, terça, tem mais um programa inédito pra vocês conferirem, imperdível! Parabéns e sucesso ao Gastão, Bento e equipe e que venham muitos Heavy Lero por aí!

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O Rock Company Websode esteve conferindo a apresentação das bandas VIRGIN KILLER e JACK THE KILLER, esta última fazendo sua estréia.O evento aconteceu em Nova Friburgo, RJ, no Girassol Music Bar e foi um sucesso de público. A banda VIRGIN KILLER, que anteriormente era uma banda tributo ao SCORPIONS, mas que atualmente expandiu seu repertório tocando diversos clássicos do Heavy Metal, abriu o show fazendo um set muito legal com destaque para a cover de “Maniac”, na versão do FIREWIND que agitou bastante a galera presente.

Os guitarristas Leo Darkenheart e o talentoso Leandro Rain, junto com Wayson no baixo e Carlinhos na batera, mandaram riffs matadores numa apresentação muito legal que infelizmente não contou com a presença do vocalista Herbert Salgado que precisou se ausentar devido a compromissos pessoais. Quem assumiu os vocais nessa apresentação foi o vocalista Jansen da banda LIVING STARZ, que apesar de ter tido a difícil tarefa de substituir Herbert quase que ás vésperas do show, mandou muito bem e agradou ao público presente. Aliás nesse show compareceram diversos músicos da cidade, alguns veteranos como o pessoal da banda PÂNTANO e HOLOCAUSTO (Friburgo) e outros mais jovens, integrantes de bandas novas que atuam na região.
Terminado o show do VIRGIN, foi a vez do JACK THE KILLER subir ao palco com seu auto-intitulado “Vintage Metal”. A banda era aguardada ansiosamente porque seria o retorno aos palcos do guitarrista e vocalista Max Klein, ex-integrante da extinta banda friburguense HOLOCAUSTO, que nos anos 80 era a sensação da cidade e possuía uma enorme legião de fãs. O HOLOCAUSTO, que iniciou suas atividades em 1983 era tão popular na cidade que em diversas ocasiões tinham que fazer 2 shows seguidos no mesmo dia, tamanha era a platéia que lotava suas apresentações. Um outro ponto alto era a presença do falecido baixista Márcio Klein, irmão de Max, que desde muito novo já era um virtuoso das 4 cordas e com sua presença de palco e talento acima da média, sempre agradava muito ao público que comparecia aos shows.
Max Klein acompanhado de Zé Renato Daudt na bateria e Eloísio Michalski no baixo, começou a apresentação de estréia do JACK THE KILLER com a clássica “Turn Up The Night” do BLACK SABBATH da fase Ronnie James Dio. E o que se seguiu depois foi uma sucessão de clássicos do Metal muito bem executados por esse power trio de primeira. UFO, KISS, DEEP PURPLE, IRON MAIDEN e diversas outras bandas foram homenageadas na apresentação do JACK THE KILLER e deixou o público empolgadíssimo e querendo mais ao final da apresentação da banda.
Parabéns para as duas bandas, principalmente a Max Klein, músico extremamente talentoso, dono de um vocal poderoso e uma guitarra afiadíssima também. Seja bem vindo de volta à cena de Heavy Metal, Max!
Parabéns também para o produtor e músico Bruno Eller, que ainda fez uma jam com o JACK na música “Breaking The Law” do JUDAS PRIEST, e aos proprietários do Girassol Music Bar, uma das únicas casas de show da cidade a apostar no Heavy Metal feito por aqui em Nova Friburgo.
Abaixo alguns momentos do Killer’s Night, que foi batizado assim devido às 2 bandas terem a palavra “killer” nos seus nomes, uma ótima sacada. O show também foi gravado para exibição no programa de esportes “MOVE” que vai ao ar pela TV Zoom, canal à cabo da cidade, cujo produtor e diretor é o músico Marcos Paulo, atual baixista da banda de Blues e Classic Rock, ISMAEL CARVALHO BAND.
Outras apresentações no Girassol Music Bar acontecerão nas datas abaixo, quem estiver em Friburgo, não deixe de conferir:

– Domingo 15 de Agosto – O VAZIO e ROCK’N ROLL GANG
– Domingo 14 de setembro – GNOSE e PRIMÍCIA
Domingo 20 de outubro – ISMAEL CARVALHO BAND e TERCEIRO LADO

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Fotos do Canal MOVE http://www.movecanal.com.br

                                                                                                          por Gustavo Valladares

“Shout!”, novo álbum do GOV’T MULE, que tem previsão de lançamento para 16 de setembro próximo, será duplo, e terá ainda uma curiosidade que é, no mínimo, interessante: todas as 11 faixas do CD 1 estarão repetidas no CD 2, porém, em versões diferentes, com cada uma das faixas tendo um vocalista convidado.

O fã poderá curtir então as duas versões e comparar os resultados, numa iniciativa que, segundo o guitarrista e band leader Warren Haynes, trouxe novos ares para a própria banda: “Até onde sei, nunca ninguém fez isso antes, o que é excitante. E as performances de cada vocalista nos trouxeram novas ideias, nova energia, e muitas vezes significados diferentes para as músicas que compusemos, o que é incrível”.

Confiram a lista completa das faixas e os respectivos convidados:

1.No Reward (TBC);
2.World Boss (Ben Harper);
3.Whisper In Your Soul (Grace Potter);
4.Captured (Jim James);
5.Scared To Live (Toots Hibbert);
6.(How Could You) Stoop So Low (Dr. John);
7.Forsaken Savior (Dave Matthews);
8.Done Got Wise (Myles Kennedy);
9.When The World Gets Small (Steve Winwood);
10.Funny Little Tragedy (Elvis Costello);
11.Bring On The Music (Glenn Hughes).

GOV’T MULE:

Warren Haynes – Guitarra e vocal

Jorgen Carlsson  – Baixo

Matt Abts – Bateria

Danny Louis – Teclados

 

Um video da banda tocando a música “The Joker” ,em sua apresentação no Bonaroo Music and Arts Festival no dia 15 de junho de 2013, pode ser assistido abaixo:

 

 

Website do Gov’t Mule: http://www.mule.net

 
 
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                                                                                   por Gustavo Valladares          

A banda de prog power metal CIRCLE II CIRCLE, liderada pelo vocalista Zachary “Zak” Stevens (ex-Savatage), acabou de concluir, na noite de 23 de junho, uma turnê de grande sucesso pelo Brasil, na qual passaram por meia dúzia de cidades, espalhadas por quatro estados da federeção.

Além da capital paulista, os músicos visitaram Campinas, estiveram em Recife/PE e no Rio de Janeiro/RJ, tendo ainda dois destinos em Minas Gerais: Belo Horizonte e Cataguases, município localizado na região da zona da mata mineira.

Os relatos de todas as recentes apresentações do CIRCLE II CIRCLE pelo Brasil são extremamente positivos e, a julgar pelas diversas resenhas postadas na última semana em alguns blogs e sites especializados, a receita escolhida pela banda norteamericana parece mesmo ter sido perfeita: além de sons próprios, extraídos do mais recente (e excelente) álbum da banda, “Seasons Will Fall” (earMUSIC/2013), rolaram algumas homenagens absolutamente certeiras, como, por exemplo, a execução, na íntegra, de dois álbuns clássicos da antiga banda de Zak Stevens, o Savatage (“Edge of Thorns”, de 1993, e “The Wake Of Magelan”, de 1998, este último apenas em um dos shows realizados em São Paulo), sem falar em “The Trooper”, do Iron Maiden, que foi a faixa escolhida para o encerramento das apresentações, durante toda a turnê.

Estive presente ao show realizado na cidade de Cataguases, na data de 18 de junho passado, muito bem produzido pela Nômade Produções, e me impressionei com alguns detalhes.

Primeiramente, eu não conhecia a cidade, e tampouco tinha noção de que, por lá, existisse um local como o Anfiteatro Ivan Muller Botelho, com uma estrutura perfeita para shows de pequeno ou médio porte. Localizado bem no centro da cidade, na rua Astolfo Dutra, nº 41, o anfiteatro faz parte do complexo do Museu da Eletricidade, inaugurado em 1985, e que abriga ainda um centro didático e interativo sobre o uso da eletricidade, a Super Estação de Energia.

Cataguases, por sinal, tem sua história ligada estritamente à energia elétrica, já que em 1905 foi fundada, por lá, a famosa Companhia Força e Luz Cataguases-Leopoldina, que muito mais tarde, no ano de 1997, iria adquirir a nossa CENF, a Companhia de Eletricidade Nova Friburgo. Mais recentemente, aliás, em 2008 para ser mais preciso, o grupo Cataguases-Leopoldina transformou-se em Energisa e, não por acaso, o próprio anfiteatro é mantido majoritariamente pela empresa. Santo de casa, como se vê, às vezes faz milagre.

Outra boa surpresa ocorreu em relação ao público presente: por se tratar de uma noite de terça-feira, a casa não estava lotada, porém, a animação de todos os presentes contagiou a própria banda, segundo palavras dos próprios músicos que, ao final da apresentação, interagiram com os fãs.

Além de Zak Stevens, a formação atual do CIRCLE II CIRCLE conta com os também americanos Mitch Stewart (baixo), Adam Sagan (bateria) e Christian Wentz (guitarra), tendo ainda o tecladista alemão Henning Wanner e o guitarrista Bill Hudson, que é brasileiro, porém radicado já há muitos anos nos Estados Unidos. Bill Hudson, por sinal, deu um show à parte, na metade final da apresentação da banda, quando, trajando uma camisa da seleção brasileira de futebol, dirigiu-se ao público, com um breve discurso em apoio aos inúmeros protestos que estão ocorrendo por todo o país, fazendo questão de frisar o seu extremo orgulho de ser brasileiro.

A apresentação foi encerrada de forma inusitada e extremamente divertida: os vocais de “The Trooper” ficaram a cargo de Henning Wanner, enquanto Adam Sang simulava, a sua maneira, uma imitação de Eddie, o famoso mascote do Iron Maiden.

Ao final do show, o público presente ainda recebeu, como bônus, a presença dos músicos entre os fãs, para autógrafos e fotos, todos extremamente simpáticos e solícitos, fechando, dessa maneira, com chave de ouro, uma noite que foi especial para o Metal.

fotos: JKing

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por Gustavo Valladares

Quarta-feira, 29 de maio de 2013, oito e meia da noite, clube de jazz Sunset, localizado no nº 60 da Rue des Lombards, bem no centrão de Paris.Chuva forte, metrô na porta, casa lotada, atmosfera rock’n’roll, cerveja gelada, sonzeira da Eric Ter Band rolando no palco.E eu, acompanhado por minha esposa e alguns amigos.Pronto, a configuração estava completa.

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Era a segunda vez que eu tinha a oportunidade de conferir, in loco, uma apresentação ao vivo desse guitarrista francês de Blues/Rock que iniciou sua carreira ainda na década de 70, sob o forte impacto causado, principalmente, por Jimi Hendrix, Bob Dylan e Frank Zappa, artistas a quem ele teve a oportunidade de assistir, na capital francesa, quando ainda adolescente.
Conheci o trabalho de Eric Ter em 2007, quando fiz uma pesquisa sobre o rock francês, para um programa de rádio que apresento junto a meu amigo Sergio Duarte, o ROCK FLU (http://www.rockflu.com.br).Através do site da Socadisc, distribuidora que, na época, tinha grande importância em promover álbuns independentes lançados em todo o continente europeu, travei contato com a faixa “Dessin Codifié”, então disponibilizada para dowload gratuito, ela que fazia parte do álbum  Barocco, lançado quatro anos antes.

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Para o especial de rock francês no ROCK FLU, tínhamos interesse em registrar, além das faixas apresentadas no programa e das diversas informações sobre as bandas e sobre a cena de Rock local, de ontem e de hoje, alguma participação ao vivo de um músico francês, que pudesse interagir naquela brincadeira conosco, de alguma maneira.Pois foi com Eric Ter que fizemos contato, por e-mail, e o músico logo mostrou-se solícito, gravando pouco depois uma mensagem conosco, via Skype, que foi ao ar na edição nº 27 do ROCK FLU, de junho daquele ano. 

A faixa de sua autoria, detonada naquela edição, porém, não foi “Dessin Codifié”, inicialmente selecionada, e sim “Guitare Blues”, um petardo que, na época, ainda era inédito, e faria parte do álbum homônimo que seria lançado apenas alguns meses mais tarde.

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Dois anos depois, pude visitar, de férias, a capital da terra de Napoleão, em que tive a sorte de poder assistir ao músico ao vivo, numa pequena apresentação acústica, bem diferente, no entanto, do que vi no palco do Sunset, na Cidade-Luz, há algumas semanas.
Em maio de 2010, rolou ainda a oportunidade de poder registrar, em vídeo, uma entrevista com o guitarrista, que foi ao ar aqui mesmo no ROCK COMPANY, pelas ondas da TV Focus, de Nova Friburgo/RJ, num programa também dedicado inteiramente ao rock’n’roll produzido na França.
Este websode foi recentemente também disponibilizado na internet, através da série “Rock Company – Archives”, em que o programa revive os seus melhores momentos, dos anos em que ainda não estávamos online.
Confiram o especial de rock francês e a entrevista de Eric Ter para o ROCK COMPANY:

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http://www.exitorio.com.br/tv/vdd1132,3,high,video-rock-company-archives-rock-frances-estudio-exito-rio.html

Eric Ter vive, hoje, um momento especial em sua carreira, após o lançamento de “Soundscape Road” (selo Dixiefrog), álbum que vem sendo muito bem resenhado, inclusive por importantes veículos de informação franceses, como é o caso da coluna de música do jornal LE MONDE,
por exemplo, e da conceituada revista BLUES MAGAZINE que, em seu nº 68, destaca uma entrevista especial com o guitarrista.

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O músico já teve, como companheiros de banda, grandes nomes que estão inseridos na própria História do Rock.  Seu segundo  álbum, “Sirkel & Co.”, de 1976, talvez seja o melhor exemplo, já que contava com ninguém menos que o guitarrista Mick Taylor, ex-integrante dos Rolling Stones.Eric Ter já teve oportunidade de tocar, também, com outros nomes bem conhecidos, como o baterista Collin Allen (John Mayall Band, Donovan, etc.), o tecladista escocês Ronnie Leahy (Stone The Crows, Jack Bruce, Jon Anderson, Nazareth), e o baixista Gordon Raitt, apenas para citar alguns.  
A recente apresentação da Eric Ter Band, no palco do Sunset, contou com um line-up de cinco músicos tarimbados:  Eric Ter (guitarra, vocal), Daniel Cambier (baixo), Jean-Bernard LePape (bateria), Hubert le Tersec (teclados), e Laurent de Gaspéris (guitarra).  O repertório do show
foi composto majoritariamente por faixas retiradas de “Soundscape Road”, o seu álbum mais recente, como era de se esperar.  Eric Ter passeou, no entanto, por outros diversos momentos de sua carreira, tendo como destaques, segundo a reação do público presente, números como a já citada “Guitare Blues” e principalmente “Hollywood”, que são faixas cantadas em francês.  É curioso notar que o músico, através de toda a sua carreira, registrou sempre cerca de metade das faixas em inglês, e a outra metade no seu idioma nativo, o francês, o que contribui para
o seu trabalho ficar ainda mais peculiar.

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“Soundscape Road” é destaque absoluto no site oficial do guitarrista, que vale a pena visitar:   http://www.ericter.net.  O álbum, no entanto, possui apenas composições em inglês, estratégia que o músico adotou numa tentativa de atingir, mais especificamente, o mercado internacional.
Eric Ter já se apresentou nos Estados Unidos, na Inglaterra e em praticamente todos os países da Europa, porém nunca visitou a América do Sul.
Pois talvez tenha chegado a hora.  Fica aqui, portanto, essa dica do ROCK COMPANY: seu repertório cairia como uma luva em festivais de Blues & Jazz, por exemplo, como os de Rio das Ostras/RJ, Ibitipoca/MG, Ilha Blues e Best of Blues/SP, ou mesmo no BMW Blues, evento que será realizado no Rio e em São Paulo.Sem falar no aguardado Oi Blues By Night, principal projeto itinerante de blues no país, e um dos mais antigos eventos do gênero, que vai para sua 11ª edição. Ele vai até novembro, passando por seis capitais do nordeste (Recife, Fortaleza, Maceió, Natal, João Pessoa e Teresina), e este ano estende-se ainda a Campina Grande (PB) e a uma das mais belas praias do país, Porto de Galinhas, no município de Ipojuca (PE), onde todos os shows serão ao ar livre. O elenco, segundo já se anuncia em alguns sites, provavelmente terá os guitarristas Jimmy Burns e Lurrie Bell, o cantor Mud Morganfield e o saxofonista Atiba Taylor, além de muitas atrações nacionais e internacionais.  

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Quem sabe, não teremos também por aqui, numa dessas, a chance de curtir um bom Blues/Rock made in France.
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Créditos do material fotográfico: Ariane Valladares, Séverine Robic e Jean-Pierre Charlet.